
Guimarães Rosa escreveu "Como cabe tanta coisa nos meus olhos"! Ele foi um desbravador do invisível. Ele criou sonhos, cenas, homens e palavras. Ele é o maior escritor de nossa literatura. Sei que há Machado, adoro o bruxo. Sei que há Lima Barreto, que visão crítica o belo escritor negro! Mas Rosa foi um criador nato. Ele transformou a maneira de contar, ele estruturou a maneira de ler...Rosa é inconfundível. Sua literatura não permite mesclagem. Ela é fundamento e ao mesmo tempo imaginação e construção. Ele conseguia reunir em uma única visão toda amplitude sobre o que escrevia: “o sertão é do tamanho do mundo”. Em "Grande Sertão: Veredas", o jagunço Riobaldo conta sua saga escrita em linguagem tenaz, com aprofundamentos que só se percebem na narrativa do mestre. A rede Globo até montou uma minissérie. Mas Rosa nunca será mini. Nenhuma obra visual conseguirá permear os pensamentos que emergem da leitura e reflexão que o escritor maior pôs no papel com tanta maestria e severo encanto. Ledo engano querer materializar um mundo lúdico cheio de imaginações. Quem lê e relê Rosa não leu ainda Rosa.
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